Move to Heaven. Uma viagem emocionante pelo luto e relações humanas.

Mesmo sendo um assunto tabu, a morte é algo que diz respeito a todos nós. A nossa morte e a morte dos quem nos é querido. Cada morte trás consigo histórias, algumas delas escondidas em vida mas muitas vezes desvendadas após a partida de alguém.

“Move to Heaven”, uma das recentes series coreanas da Netflix, foca-se nessas histórias. Trata-se de uma firma composta por um pai e filho, com síndrome de Asperger, que fazem “limpeza de traumas”. Ou seja, alguém encarregado na limpeza de locais após a morte de alguém. Além da limpeza, estes recolhem objectos que pertenciam aos falecidos. Objectos que comportam uma história e uma mensagem que é partilhada às pessoas que lhes são queridas. Cartas, dinheiro, extratos bancários, bilhetes, etc.

Além de retratar casos diferentes ao longo dos episódios, “Move to Heaven” tem uma história central que retrata a cura de um trauma e expõe as fragilidades das relações humanas. O proprietário da firma e pai do rapaz com Asperger morre e deixa a guarda do filho para o irmão que o odeia. Com o avançar dos episódios presenciamos à evolução do sobrinho e tio e à descoberta dos motivos que afastaram os irmãos em vida.

É fácil perceber pela descrição que “Move to Heaven” é uma série emocional. E é aí que está o grande trunfo da série, esta retrata as relações humanas de uma forma delicada mas sem ser uma série lamechas. Ao contrário do que várias séries dramáticas coreanas tendem a ser.

São 10 episódios no total que se vêm rápido, que nos emocionam e trazem consigo várias mensagens positivas.

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