Weather Systems – A boa/má noticia para os seguidores de Anathema

Em Setembro do ano passado, os Anathema decidiram suspender a sua atividade por período indeterminado. Uma noticia que deixou os apaixonados seguidores da banda (eu incluído) perto do desespero.

Este ano surge uma boa/má noticia. Aparte do seu trabalho a solo, Danny Cavanagh, o mentor da banda (a par do seu irmão Vincent) e principal compositor decidiu iniciar um projeto que continuasse o trabalho desenvolvido pelos Anathema. A continuação da música da banda de Liverpool. Por enquanto, este é um projeto de Danny mas com possibilidades de se expandir. Este projeto tem o nome de Weather Systems, inspirado no álbum da banda com o mesmo titulo.

Se é um fato que a criação deste novo projeto significa que o regresso dos Anathema não será para breve (se algum dia acontecer), por outro lado significa que o seu legado será continuado.

Danny tem partilhado (no seu perfil Soundcloud) o trabalho desenvolvido até à data, que conta já com duas demos “de baixa qualidade” e uma cover do tema “Day One” de Hans Zimmer para o filme “Interstellar”. Estes temas serão parte integrante do álbum de estreia intitulado por “Ocean without a shore”.

De referir que a adaptação de “Day One” conta com a participação e produção de Daniel Cardoso, músico português que integrou a mais recente formação dos Anathema.

Eis os temas:

Day One

Weather Systems

Still Lake

João Tordo – A Mulher que Correu Atrás do Vento

Descobri João Tordo em 2017 com “O luto de Elias Gro”. Não foi um livro fácil de ler. Provavelmente não deveria começado a descobrir Tordo por ai, mas apaixonei-me pela sua escrita. O carácter melancólico das suas obras depressa se entranhou em mim. Ou não fosse eu um melancólico.

Com alguns hiatos pelo meio li “O ano sabático”, “Ensina-me a voar sobre os telhados” e o fantástico thriller “A noite em que o Verão acabou”. Terminei agora de ler “A mulher que correu atrás do vento” e tenho para leitura o novo “Águas Passadas” e o seu antecessor “Felicidade”. Ainda tenho muito por onde descobrir João Tordo mas o que já li coloca-o como o meu escritor português preferido da atualidade.

“A mulher que correu atrás do vento”, que terminei de ler, não é um livro fácil, tal como não tinha sido “O luto de Elias Gro”. Contudo, se “O luto de Elias Gro” remonta a algumas das facetas mais obscuras da humanidade também demonstra o que há de mais luminoso em nós. Em “A mulher que correu atrás do vento” nem isso. São histórias de 4 mulheres repletas de sofrimento, numa obra densa e até mesmo pesada.

São 4 histórias interligadas (sobre 4 mulheres) apresentadas aos tropeções, baralhando o leitor para no final ligar todos os pontos. Não querendo me alongar sobre as histórias (podem ser consultadas na sinopse abaixo), afirmo que este é um livro sobre a culpa, o remorso, o abandono e a solidão. Sobre o que aconteceu mas acima de tudo do que poderia ter acontecido. Um livro que também convida à reflexão.

“Então chega o momento em que eu explico a razão deste livro, que não é sobre o que foi, mas sobre o que poderia ter sido.” (p. 436)

Dos livros que li de Tordo, este é o que apresenta uma narrativa mais ambiciosa e complexa mas em que o escritor consegue dar a volta e ainda apresentar uma surpresa no final do livro. Será preciso algum tempo para o digerir. Provavelmente o voltarei a revisitar mais tarde.

Entra na estação do metropolitano e deixa-se ficar uns segundos encostada à parede, ao lado do mapa da linha. A estação está praticamente vazia, mas o último comboio da noite ainda não partiu. Toda ela pinga, e a água rapidamente forma uma poça aos seus pés. Tirita de frio. Ocorre-lhe um pensamento estranho mas, de alguma maneira, consolador: é o mês de Março de 1992, o último Março da sua curta vida.

Já chega. Chega.

Atravessa o átrio da estação. Algumas pessoas — sobretudo jovens — cruzam-se com ela; dois rapazes olham-na, um deles assobia e o outro diz qualquer coisa que se perde na densidade dos túneis. Beatriz tira da carteira o passe do metropolitano e atravessa o torniquete, perguntando-se se Orfeu, ao resgatar Eurídice, terá mostrado o bilhete ao barqueiro. É uma ideia estúpida, porque Orfeu queria tirá-la do limbo onde vagueiam os mortos, enquanto ela — Beatrice Portinari, a de La Vitta Nuova, beatífica, a que substitui Virgílio na condução dos vivos para o Reino dos Céus — é para lá que se dirige. Desce as escadas e chega à plataforma. Da ogiva de onde chegam as carruagens vem o barulho ruminante e metálico das rodas nos carris, a electricidade combinada de milhares de volts em constante ebulição. Um vento quase morno atravessa a plataforma.

Chega a meio e fecha os olhos. Sente a brisa com cheiro a mercúrio, e há a imagem de um filme que lhe entra na mente escurecida: o carro de Brigitte Bardot e Jack Palance destruído por um comboio, os dois mortos, a beleza assassinada num mundo que castiga o mal-entendido, a decepção. Há outras pessoas na plataforma, espalhadas aqui e ali, ninguém que pareça prestar atenção à rapariga de roupas ensopadas e de olhos fechados cujos pés já ultrapassaram a linha amarela que, na faixa de cimento, adverte os utentes da proximidade do perigo. Os carris começam a tremer com a vibração da carruagem prestes a surgir. A sua última memória, decide ela, será da mãe: dos dedos dela nos seus, do cheiro almiscarado da progenitora, desses breves momentos de felicidade.

Beatriz não o sabe, mas há alguém que, atrás de si, a observa com muita atenção. É uma miúda de olhos enormes, fundos como o negrume de um poço, a única verdadeira testemunha da sua morte, no preciso momento em que as carruagens entram na plataforma com a fúria das coisas sem alma e perfuram o silêncio.

Sinopse

1892, Baviera. Lisbeth Lorentz, uma professora de piano, apaixona-se por um aluno de 13 anos que sofre de autismo. Ao descobrir que ele é um prodígio, instiga-o a compor um concerto durante as aulas e, um dia, sem explicação, fá-lo desaparecer.

1991, Lisboa. Beatriz, uma estudante universitária —que sonha com o toque das mãos da mãe falecida —envolve-se com o autor d’A História do Silêncio, um romance sobre Lisbeth Lorentz. Ao mesmo tempo, enquanto voluntária num abrigo para mendigos, Beatriz conhece Lia, uma jovem adolescente com um passado incógnito e um presente destruído.

1973, Londres. Graça Boyard, portuguesa, dá à luz a primeira e única filha. Fugida de Lisboa durante as cheias de 1967, para escapar à tirania do pai e à mordaça da ditadura, regressa à capital após a Revolução, tornando-se uma actriz de renome —e abandonando a filha ainda criança.

2015, Lisboa. No consultório de uma terapeuta, Lia Boyard desfia a sua história, dos anos de mendicidade ao momento em que decide procurar a mãe. É aqui que começam a unir-se as pontas de um romance a várias vozes: a história de quatro mulheres – Lisbeth, Graça, Beatriz e Lia – que atravessam um século de História e diferentes geografias, unidas por uma força que transcende a própria vida.

Obrigado!

unknown person holding balloons outdoors

Eras uma chata do caraças. Sabes disso, não sabes? Eras uma força da natureza. Quando metias algo na cabeça ias até ao fim. E isso tanto me irritava, quanto inspirava. As nossas discussões eram sempre acesas. Quando terminavam eu sentia que tinha levado um enxerto de porrada. Contudo, aprendi tanto com elas.

Foste a pessoa que mais acreditou em mim. Mesmo quando eu próprio não acreditava. Não imaginas o quanto me fizeste crescer. O quanto me levaste a sair de uma zona de conforto em que eu estava instalado desde o início da minha existência. Tantas vezes te quis agradecer por isso. Fui adiando por uma questão de orgulho estúpido e por julgar em que algum dia eu perderia a vergonha e te diria o que significavas para mim. Pensamos que temos a vida toda e num ápice tudo muda…

Conforta-me o facto de saber que foste feliz durante algum tempo e que eu tive alguma responsabilidade nisso. Gostaria que tivessemos tido mais tempo. Desejei tanto isso.

A nossa relação foi curta, mas foi a mais intensa que alguma vez tive. Nunca me senti tão vivo. Nunca me senti tão grato por estar vivo.

Há muito que fiz o luto. Chegou a hora de te agradecer, ainda que a título póstumo. Obrigado por tudo!

Por ti, mantenho acesa a chama. esta vontade (tão tua) de querer desfrutar da vida. Sei que te devo isso.

Move to Heaven. Uma viagem emocionante pelo luto e relações humanas.

Mesmo sendo um assunto tabu, a morte é algo que diz respeito a todos nós. A nossa morte e a morte dos quem nos é querido. Cada morte trás consigo histórias, algumas delas escondidas em vida mas muitas vezes desvendadas após a partida de alguém.

“Move to Heaven”, uma das recentes series coreanas da Netflix, foca-se nessas histórias. Trata-se de uma firma composta por um pai e filho, com síndrome de Asperger, que fazem “limpeza de traumas”. Ou seja, alguém encarregado na limpeza de locais após a morte de alguém. Além da limpeza, estes recolhem objectos que pertenciam aos falecidos. Objectos que comportam uma história e uma mensagem que é partilhada às pessoas que lhes são queridas. Cartas, dinheiro, extratos bancários, bilhetes, etc.

Além de retratar casos diferentes ao longo dos episódios, “Move to Heaven” tem uma história central que retrata a cura de um trauma e expõe as fragilidades das relações humanas. O proprietário da firma e pai do rapaz com Asperger morre e deixa a guarda do filho para o irmão que o odeia. Com o avançar dos episódios presenciamos à evolução do sobrinho e tio e à descoberta dos motivos que afastaram os irmãos em vida.

É fácil perceber pela descrição que “Move to Heaven” é uma série emocional. E é aí que está o grande trunfo da série, esta retrata as relações humanas de uma forma delicada mas sem ser uma série lamechas. Ao contrário do que várias séries dramáticas coreanas tendem a ser.

São 10 episódios no total que se vêm rápido, que nos emocionam e trazem consigo várias mensagens positivas.

Flash Reviews: O que ando a ouvir em Junho de 2021

Iberia – Much Higher Than Hope

Trata-se de um disco com 5 anos mas que tenho ouvido com maior incidência recentemente. É o disco de estreia de Hugo Soares como vocalista da mítica banda portuguesa. Um voz que representa um claro upgrade em relação aos seus antecessores.

A música também mudou. Agora um Hard’n’Heavy moderno e mais musculado. “Much Higher Than Hope” é um disco recheado de um leque de fantásticos temas, alguns mais orelhudos do que outros. Dentro delas destaco “The End of Days”, “How I Miss You” e “Rising Inferno”.

Com mais de 30 anos de existência, os Ibéria demonstram que estão para as curvas e o seu disco nada deve ao que de melhor se faz dentro do género por esse mundo fora.

Ethereal – Towers of Isolation

Uma review a um álbum com mais de 15 anos? Porque não? Porque os Ethereal estão de volta e porque “Towers of Isolation” É um dos melhores álbuns que o underground nacional já nos deu. Metal progressivo com um toque sinfónico (mais do que o gótico que lhes é associado). Podíamos comparar com os Therion, Opeth e Katatonia mas basta ouvir um pouco de Ethereal para depressa percebermos que o seu som tinha (tem) uma sonoridade distinta.

Composições arriscadas e inteligentes, vozes (fantástico registo de Hugo Soares) que emprestam profundidade dramática a uma linha que alia peso com melodia. Lançado três após o álbum de estreia, “Towers of Isolation” parecia levar a banda para outro patamar mas infelizmente esta entrou em implosão. O seu regresso é uma excelente notícia.

Soundscapism Inc. – Afterglow of Ashes

Sou um confesso admirador dos trabalhos de Bruno A. desde os magníficos Vertigo Steps, passando pelos Architects Of Rain até a Soundscapism Inc..

Este último projecto (não o mais recente) conta com um álbum recentemente lançado e denominado por “Afterglow of Ashes” onde Bruno volta a demonstrar que é mestre em tecer belíssimos tecidos musicais. Detentora de uma melancolia inquestionável, a música de Soundscapism Inc. impressiona pela cinematografia, ambiência e texturas musicais riquíssimas.

Já disse no passado e reafirmo, Bruno A. tem o dom de fazer composições e arranjos requintados e complexos parecerem simples. E faz isso sem amarras a estilos e géneros.

Quanto a “Afterglow of Ashes”, é o mais equilibrado e maduro dos registos lançados até à data.

Bruno faz da música o seu meio de escape preferido e nós devemos estar gratos por isso.

Vincenzo. Provavelmente o K-Drama do ano

Faltam dois episódios para terminar a transmissão internacional de “Vincenzo” via Netflix (em Portugal a série estreia-se na semana seguinte, precisamente a 9 de Maio). Por isso, vou arriscar um balanço sem ver os episódios finais que serão transmitidos este fim de semana.

“Vincenzo” é uma série coreana que mistura humor (por vezes a rondar o nonsense), drama, thriller e ação. Conta a história de um sul coreano que após ser abandonado pela mãe em criança é adotado por uma família que lhe leva para Itália. Em Itália torna-se um consigliere e um dos membros mais temidos de uma família da Mafia italiana. Anos mais tarde regressa ao seu pais de origem para tratar de assuntos pessoais mas acaba por se envolver numa luta contra uma um poderoso e mal intencionado conglomerado.

Se o mote de “Vincenzo” é “apenas um monstro pode vencer outro monstro” a série também traduz uma luta interna do personagem principal em não (voltar a) libertar o monstro dentro de si.

Os primeiros episódios trazem uma série engraçada mas que (aparentemente) custa a engrenar. Ai presenciamos a luta entre um advogado, que dedica a sua vida em lutar pelos desprotegidos contra os poderosos, e o conglomerado atrás referido. Do outro lado da barricada está a filha deste advogado, que trabalha para uma grande firma de advogados e que representa o conglomerado. Até que após o final do terceiro episódio e inicio do quarto as coisas mudam.

Este final do terceiro episódio e o quarto episódio representam uma mudança na série. Representa por isso, um vislumbre do que acaba por se tornar a série. Os primeiros episódios começam numa toada mais leve e humorística mas a partir desta transição a vertente de thriller deste K-Drama começa a ser desvendada até atingir contornos épicos. No entanto apesar da crescente tensão na série os momentos de humor nunca são esquecidos.

Se a série se apresenta a um nível satisfatório na vertente humorística (embora algumas situações de humor me pareçam um pouco forçadas) é na vertente mais dramática e de suspense/ação que “Vincenzo” mais brilha. A série dá a ideia inicial de se tratar de uma sátira aos filmes de máfia mas depressa toma uma caminho muito próprio resultando numa série irreverente e engraçada mas também tensa e visceral (com momentos à John Wick). Para mim a melhor produção do ano em termos de K-Dramas e uma das melhores em geral.

Tremendas atuações de Song Joong Ki (Arthdal Chronicles, Space Sweepers) , Jeon Yeo Been (Night In Paradise) e Taecyon. Sempre muito bem acompanhados pelos personagens secundários.

Nota adicional após visualização do final da série:

Final de “Vincenzo” visto. Um dos finais mais satisfatórios de sempre em séries.

“Vincenzo” representa um marco nos Kdramas, trazendo para as séries coreanas a visceralidade patente nos filmes de gangsters coreanos, conjugando com isso uma comédia quase negra.

Uma das séries mais “full package” que já vi. Comédia, drama, ação, suspense e até um romance (não sendo o foco da série) muito bem entregues.

Deixo aqui mais alguns momentos da série. Podem conter spoilers.

Ry X. Detox Musical

Ry Cuming, reconhecido no meio artístico como Ry X é um versátil musico australiano que afirma ter como grandes influências os Pearl Jam e Jeff Buckley. Contudo, ao contrário destas grandes referências, a musica de Ry X percorre mais os campos do Folk, deambulando pelo Indie, música eletrónica e Dream Pop.

Com uma discografia composta por 3 álbuns (“Dawn” de 2016, “Unfurl de 2019 ” e “Live From The Royal Albert Hall” de 2021) e vários Ep’s e singles, a música de Ry X caracteriza-se por uma delicadeza tremenda, recorrendo maioritariamente a uma base minimalista (viola e/ou piano) ainda que com arranjos arrojados. Bem demonstrativo desta faceta é “Beacon” do álbum de estreia.

Numa altura em que a música parece cada vez mais formatada, músicos como Ry X surgem quase como um Detox musical, em que a emoção e a fragilidade de uma bela voz marcam a diferença em contraste com músicas que mais parecem saídas de uma linha de produção. Neste aspeto, parece-me partilhar alguns pontos em comum com a música dos Bon Iver. Ainda que com uma textura mais rica.

Conto

people on beach during daytime
De Fawaz Buqammaz via Unsplash

Era uma tarde como tantas outras naquele inverno quase primaveril. O sol brilhava e a temperatura estava agradável para um passeio. Um passeio à beira mar a só como tantos outros.

O passeio tinha um fim. O encontro com amigos para uma tarde de copos e muita conversa à mistura. Claro que ele ouvia mais do que falava. Era quase sempre assim.

Encontra os amigos num café à beira mar plantado que era o ponto de referência para muitos encontros e desencontros. Repara que no grupo estão alguns elementos novos. Ele que já não se encontrava com o grupo fazia uns meses. Uns meses que representavam um dos muitos períodos de isolamento auto-infligido. Apesar de ter um ciclo social considerável ele não conseguia evitar de se isolar durante largos períodos.

Não tarda, começam a apresentá-lo ao resto do grupo. Dos novos elementos o seu maior foco está está uma rapariga ligeiramente mais jovem e sempre sorridente. Apesar do esforço ele não consegue desviar o olhar da jovem que sorri para ele. Naqueles momentos a animação existente no grupo é algo difusa e distante. Apenas há espaço para o sorriso da rapariga.

Final de tarde e começam todos a despedir-se e a marcar encontros para a noite. Ele desmarca-se dos encontros noturnos e prepara-se para ir embora quando a rapariga dispara. “Não tenho ninguém em casa e tenciono jantar fora. Ninguém me quer fazer companhia?” De imediato um dos amigos pega-lhe pelo ombro como se ordenasse para fazer companhia à moça. “E-Eu adoraria”. Responde soluçando.

No restaurante as palavras não saem. No principio nem lhe importava muito pois bastava-lhe apreciar o olhar da rapariga à sua frente. O olhar e aquele sorriso irradiante. Com o evoluir do tempo começa a sentir-se desconfortável. “Preciso de dizer algo mas o quê?” Pergunta-se  a si próprio. Ela parece mais confortável e pergunta “Há quanto conheces o pessoal?”. “Ui! Mais de 10 anos. Temos tantas histórias juntos”. E começa a partilhar algumas das aventuras e desventuras daquele grupo de amigos.

Ele insiste em a acompanhar a casa a pé, apesar do percurso ser inverso ao da sua casa. Quando ele se prepara para se despedir, ela abraça-o deixando-lhe desarmado. Ele é invadido pelo doce aroma da rapariga e pelo seus cabelos que pareciam seda. “Obrigado por me fazeres companhia! Gostei muito deste tempo contigo”. Confessa a rapariga voltando a sorrir.

E porque não aprender coreano? Imersão na cultura coreana

안녕하세요

Podem não perceber o que está escrito acima mas estava a cumprimenta-los em coreano. Os caracteres acima leem-se Annyeonghaseyo.

Muito por influência dos filmes e séries do pequeno pais eu acabei por me interessar pela cultura coreana. A sua história mas especialmente a sua cozinha e língua.

A cozinha coreana é muito rica. Em contraste com a “fast food” americana a cozinha coreana é apelidada de “slow food”. É uma cozinha emergente que se tem espalhado pelo mundo. Em Portugal, especialmente Porto e Lisboa é possível encontrar restaurantes coreanos.

A cozinha coreana tem influências da chinesa e japonesa (devido à ocupação) mas tem características muito próprias. Abaixo deixo alguns dos pratos coreanos mais conhecidos.

Destes todos, o Kimchi é o mais popular. Mas ele nem é bem um prato. Basicamente o Kimchi (hortaliça apimentada e deixada a fermentar por longo periodo) é a base da alimentação coreana, servindo como acompanhamento para os vários pratos.

Da cozinha coreana é também conhecida o Korean Barbecue que é um churrasco  de carne de porco ou bife com vários acompanhamentos e também vários pratos à base de marisco (ou não fosse a Coreia do Sul cercada por mar).

Korean Barbecue.

Lightly: Estilo de janelas moderno para o KDE Plasma.

Tive conhecimento já há algum tempo mas resolvi experimentar esta semana o Lightly. Uma decoração para janelas no KDE Plasma minimalista e mais moderno do que o Brisa (decoração por defeito do Plasma) do qual é um fork.

Depois de instalado, o Lightly deve ser ativado no “Estilo de Janelas” dentro da opção “Aparência” na aplicação de configuração do Plasma. O Lightly tem duas opções de configuração, a “Decoração de Janelas Lightly” e “Estilo gráfico Lightly”, que permitem configurar transparência das janelas e menus, além de outras opções (podem conferir no link anterior).

Usei o Lightly com duas opções de cor. Uma escura (Glorious Dark) e uma clara (a da própria Lightly). Eis os resultados 🙂
Lightly com Glorious Dark
Lightly (estilo e cor)